Nota sobre a guerra da energia (as posições actuais no terreno)
por O António Maria a Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011 às 17:06
- as eólicas são um embuste nas actuais circunstância de excesso de gás natural barato (crê-se q foi uma bolha tentada por Al Gore —até eu caí, no início— e que começou a esvaziar na Cimeira de Copenhaga, quando os chineses, indianos e brasileiros disseram não ao negócio especulativo com os créditos de CO2 equivalente;
- o lóbi do nuclear tenta aproveitar o fiasco das eólicas para entrar...
- o governo de Passos Coelho, ao querer privatizar a EDP, está entalado: não pode parar neste momento as barragens, porque isso iria atacar o valor da empresa onde detêm 20% das acções que pretende vender!
- entretanto, ao ser denunciado o escândalo das garantias de potência e dos CIEG, que também financiam fortemente as centrais de co-geração a gás e carvão, parece ter havido um toque a reunir de todos os beneficiados, que lá terão convencido o Vítor Gaspar a convencer o Álvaro a convencer o seu secretário de estado da energia, para não agitar mais as águas e manter tudo, ou quase tudo, como está, incluindo o derrube de sobreiros e a construção das barragens do Baixo Sabor e Tua.... até que se venda a participação do Estado na empresa!
- os movimentos anti-barragens, que apoio a 100%, terão que insistir em dois pontos fulcrais: a ameaça séria de desclassificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial da Humanidade (cujo impacto sobre o turismo na região seria catastrófico); e os custos ilegítimos e criminosos que os governos e os lóbis energéticos injectam nas facturas eléctricas, sacando literalmente dos bolsos das pessoas e empresas deste país impostos escondidos, lucros usurários e mais défice desorçamentado, desta vez da RTP/RDP/Lusa, das regiões autónomas e dos municípios. Espero bem que a Troika depois da reunião do G20 ponha toda esta corja na ordem!
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